Focos de queimada no Pantanal estão 40% maiores do que ano passado

Operações de combate ao incêndio florestal tiveram de ser adiantadas e redobradas

Matheus Azevedo

Reprodução/Internett
No início da semana o Governo do Estado enviou aeronaves e equipes do Corpo de Bombeiros Militar para a cidade de Corumbá, para reforçar o trabalho feito pelas equipes de combate ao incêndio no Pantanal. A missão conta com cerca de 37 bombeiros militares, reforçados pelas guarnições de Campo Grande, Aquidauana e Jardim.

O acompanhamento das queimadas, é monitorado pela Sala de Situação, que detectou série de fatores que estão acontecendo antes do período previsto, tendo um número 40% maior de focos de queimada na região em relação ao ano passado.

Os trabalhos de intensificação de combate ao incêndio florestais deveriam acontecer no final do mês de maio, mas tiveram de ser adiantados, pelo grande número de focos e por serem regiões de difícil acesso com áreas completamente alagadas.

Imagens do Corpo de Bombeiros de Corumbá

“Na região de Corumbá por ter uma área bem extensa de território, existe focos de queimadas tanto próximo da área urbana como também em regiões bem longínquas como a Serra do Amolar e próximo à divisa de Mato Grosso. Aqui em Corumbá por ser uma área de planície, nesse período é comum a cheia do Rio Paraguai, então a maioria das terras ficam alagadas. Mas, esse ano não choveu o suficiente para que as águas alagassem   essas áreas, então fica uma imensa área de vegetação exposta e a baixa unidade do ar e o calor da região contribuem para que os focos aumentem consideravelmente” diz o sargento André Marti do Corpo de Bombeiros de Corumbá.

Com previsão de chuvas somente para o dia 28 de abril o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e Distrito Federal disponibilizou para operação duas aeronaves Air Tractor, especificas para a função de combate ao incêndio florestal, cada uma delas tem a capacidade de lançamento de até 3.200 litros de água além de duas embarcações da corporação.

“Outro motivo para alta incidência de focos sempre é a ação humana que também utiliza do fogo para limpar área para pasto e consequentemente acaba espalhando as chamas. Em outros anos, o período crítico começava em julho e acabava em setembro. Porém com o aumento do registro de focos esse ano tivemos que adiantar a operação” complementa o sargento Marti.

O trabalho está sendo realizado pelas autoridades e a colaboração da população é de extrema importância. Evitando queimadas em terrenos próprios. A queimada é um crime ambiental, vamos nos conscientizar!