O uso das medicações foi testado por médicos e cientistas e ganhou destaque internacional
Paulo Ramos
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A sigla Covid-19 significa
coronavírus mais a data de quando foi descoberta que é o ano de 2019, foi dada
para nomear a doença sistêmica (que pega o organismo inteiro) e infecciosa que
está matando milhares de pessoas pelo mundo. Até a data hoje (24 de abril), já
foram confirmadas mais de 195 mil mortes e 2,76 milhões de pessoas infectadas no mundo.
Até o momento, não há
registro de vacina ou tratamento 100% eficaz contra doença. Mas essa realidade
pode mudar, pois pesquisas realizadas por cientistas e médicos brasileiros,
usando medicamentos anticoagulantes para tratamento de pacientes infectados
pelo Covid-19, têm mostrado eficácia e bons resultados.
Durante autopsias
realizadas em pacientes que tiveram a morte causada pelo coronavírus, os
médicos descobriram que o vírus provocava trombose nos pulmões, o que impedia a
pessoa de respirar, e acabava matando-a por asfixia. Então foi administrado
medicamentos anticoagulantes em 27 pacientes que estavam lutando para viver em
um hospital da rede de saúde de São Paulo. O sucesso do tratamento foi tão
grande, que nenhum dos 27 pacientes morreu.
Segundo o médico
pneumologista, Henrique Brito, este tratamento é um estudo realizado por
médicos do estado de São Paulo, especificamente chefiado pela Doutora Elnara
Negri, que mostrou que a doença causa pequenas tromboses, e o sangue se
coagulando nos vasos sanguíneos dos pacientes. “Isso causa uma dificuldade de o
sangue percorrer o seu caminho, chamado de isquemia. E não é só isso, dificulta
também a chegada do oxigênio aos pulmões, que já estão inflamados. O que o
anticoagulante faz é quebrar os micro trombos, liberando caminho para que o
sangue percorra naturalmente” explica o pneumologista.
O médico ainda ressaltou
que esse tratamento ainda está em fase de estudo e está apresentando bons
resultado. Em alguns locais, já se tem usado com frequência. “É importante
frisar, que medicamentos anticoagulantes são vendidos em farmácias. Porém, não
devem ser tomados sem prescrição médica, são muito perigosos, pois deixam o
sangue mais fino, o que pode causar sangramentos” ressaltou Henrique Brito
sobre os perigos da automedicação.
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Para finalizar o médico
reforçou que o melhor ainda é a prevenção e o distanciamento social. “Ficar em
casa é a melhor opção. Porém, se caso precisar sair, sempre use marcaras e lave
bem as mãos. E se caso não tenha acesso a água e sabão, pode ser utilizado o
álcool em gel. E ao voltar para a sua residência, evite contato com pessoas do
grupo de risco e lave as roupas e calçados”.


