O preço muito acima do valor de mercado gerou desconfiança da PRF
Johnny Gomes com assessoria
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| Reprodução/PRF-DF |
Uma das formas de proteção contra a pandemia da covid-19
é o uso que equipamentos de proteção como luvas e máscaras, principalmente
nas funções que estão na linha de frente, como por exemplo os policiais
rodoviários federais. Para protegê-los no exercício de sua função a instituição
tem tomado varias providencias, uma delas seria a compra de mascaras
cirúrgicas, por meio de licitação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o processo licitatório para compras
de máscaras, mas a compra não foi concretizada, pois a PRF recusou a compra de equipamentos
que estavam muito acima do valor de mercado, havendo na ocasião a possibilidade
de fraude no processo das ofertas das empresas.
Por conta da suspeita fraude por parte das empresas
que participavam do certame, a PRF informou à Polícia Federal para as devidas providências.
A partir das informações da PRF, a Polícia Federal desencadeou uma operação,
denominada TNT, que executou mandados de busca e apreensão expedidos pela
Justiça Federal.
Em nota a PRF explica sobre a suspeita de fraude e
também sobre os produtos licitados, o conteúdo do comunicado pode ser conferido
no trecho a seguir:
“Na data de hoje foram cumpridos cinco Mandados de
Busca e Apreensão com o intuito de apurar suposta fraude em licitação e
possível crime contra a economia popular em cotação eletrônica efetuado pela
Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul, que percebendo os preços
muito acima do mercado, oferecidos pelas empresas participantes do certame,
informou à Polícia Federal que realiza as investigações.
O pregão é destinado à aquisição de materiais de
higienização e prevenção à covid-19, sendo que as empresas que se habilitaram
são de SP, MG, e RJ.
A PRF pretendia adquirir 100.000 unidades de
máscaras cirúrgicas com características específicas. Porém, com o resultado da
classificação dos fornecedores, cinco empresas apresentaram preços
aparentemente abusivos se comparados com o valor de referência. Máscaras que
eram comercializadas por R$ 0,12 centavos a unidade, foram oferecidas por até
R$ 20 a unidade.
A operação, denominada TNT em referência ao tipo das
máscaras, contou com a participação de cerca de vinte policiais e os mandados
foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande/MS, através de Inquérito
Policial instaurado pela SR/PF/MS”.

