Campo Grande é oficialmente reconhecida como a Capital Nacional do Chamamé

 

O estilo musical já era considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Estado

 Karol Duarte

 


Desde a última terça-feira (29), Campo Grande passou a ser reconhecida oficialmente como a Capital Nacional do Chamamé. O título foi concedido após sanção presidencial do Projeto de Lei n° 4.528, de 2019.

Esse estilo musical tradicional da região nordeste da Argentina, conhecida como Mesopotâmia Argentina. Essa região é localizada entre os rios Uruguai e Paraná. No Brasil, o chamamé também é apreciado no Rio Grande do Sul.

De acordo com Orivaldo Mengual, presidente do Instituto Cultural Chamamé MS, o chamamé é um gênero musical que está enraizado em nossas tradições. “Ele tem antecedentes históricos que remontam ao intenso processo migratório verificado no século XIX, tendo como epicentro a Guerra do Paraguai e na sequência, o ciclo da “erva mate”, protagonizados por incontáveis caravanas de carretas boiadeiras vindouras do norte da Argentina, especialmente da Província de Corrientes”, ressaltou.

Gustavo Cegonha, presidente da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, declara que ao lado da polca paraguaia e do rasqueado sul-mato-grossense, o chamamé é tido como um dos estilos musicais símbolos do Estado. Lembrando que Zé Corrêa foi um dos primeiros músicos locais a popularizar o chamamé na cidade. “Por toda essa história ligada ao nosso Estado, considero o decreto um justo reconhecimento do papel do chamamé na cultura sul-mato-grossense” acrescentou Cegonha.

Em 2017, por decisão do Conselho Estadual de Cultura e a pedido do Instituto Cultural Chamamé, a Fundação de Cultura de MS declarou o estilo musical como “Patrimônio Cultural Imaterial do Estado”. O Dia Estadual do Chamamé é comemorado em 19 de setembro. O Chamamé também foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.