Segundo voluntaria, é uma corrente do bem que ajuda como pode, e qualquer um pode ajudar.
Paulo
Ramos
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| Fotos:
Roberta Monteiro/ Arquivo Pessoal |
Roberta
Monteiro é mãe, acorda todos os dias as cinco horas da manhã e após levar o
filho para escola, ela volta para casa para começar a preparar os pratos para
mais de 100 pessoas necessitadas. Ela é uma das voluntárias do projeto Geladeira
Solidária aqui na capital.
O
cardápio das marmitas é variado têm arroz, feijão, macarrão, salsicha, frango,
peixe, legumes, tudo depende dos alimentos disponíveis. Mas todos feitos com
muito carinho e dedicação, e claro o ingrediente principal, que é o amor.
Antes
do horário do almoço, com o próprio carro, Roberta vai até os dois pontos de
distribuição. São duas geladeiras, uma fica na rua Raul Pires Barbosa e a outra
na Avenida Ernesto Geisel. Nos locais, ela coloca cerca de 50 marmitas em cada
uma, água potável e outros alimentos que sobraram ou que foram doados por
pessoas.
Segundo
ela, essa rotina é feita quatro vezes na semana, nos outros dias outros
voluntários que reabastecem as geladeiras. “Somos uma corrente do bem, há
outras mulheres que também cozinham e abastecem. Quem não tem disponibilidade
de cozinhar, pode ajudar com mantimentos, proteínas, embalagens, garrafas.
Ajudam como podem” explica a voluntária.
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| Fotos: Roberta Monteiro/ Arquivo Pessoal |
Roberta está nesta ação desde 2017, ela contou que um dia estava passando pela rua 15 de Novembro, quando viu uma geladeira em um petshop, e por curiosidade, ela e o filho pararam para ver o que era. A partir desse momento, começaram a colocar o que sobrava. Mas com o tempo, perceberam que a demanda foi aumentando. “A demanda aumentou demais, me arrisco a dizer que triplicou o número de pessoas se alimentando nas geladeiras. Não só pessoas em situação de rua, mas também, pessoas que se encontram desempregadas e sem auxílio devido a pandemia que estamos passando” disse ela preocupada.
A
voluntária acha que neste momento é importante ajudar como as pessoas puderem.
Que há gente passando fome todos os dias e que não podemos menosprezar os
problemas do mundo. “Ajude onde sua mão puder alcançar, tem pessoas passando
fome do nosso lado todos os dias” finalizou.
Quem
quiser ajudar o projeto, pode procurar a Roberta no número (67) 98193-0999, ela
irá explicar como funciona. Qualquer ajuda é essencial.


